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terça-feira, 6 de outubro de 2009

QUEM CRIOU SATANÁS?


"Satanás existe antes da criação do mundo? Quem o criou? Como ele veio a pecar?"

Reconhecemos, com humildade, que alguns assuntos envolvem em verdade profundos segredos e ninguém tem o direito de conhecer qualquer coisa que porventura seja impenetrável: Dt 29.29. No nosso desejo de atender os leitores, somente desejamos esclarecer pelo Senhor e por sua Palavra. Efetivamente, Deus não criou Satanás. Deus criou os exércitos celestiais, os anjos e entre eles estava um chamado até de "Estrela da Alva". Os profetas Isaías e Ezequiel apresentam um quadro que geralmente é aceito como sendo de dupla interpretação: refere-se parcialmente ao rei de Tiro no sentido histórico e, parcialmente a Satanás, num sentido profético mais extensivo. Esse anjo de luz, grandemente honrado nos céus, um dia intentou rebelar-se contra Deus, pelo que foi julgado, punido e expulso. A muitos perturba o fato de tal rebelião ter ocorrido no Céu, lugar de perfeição. No entanto, devemos reconhecer que não partiu de Deus. A rebelião originou-se no coração de Lúcifer. A perfeição absoluta somente pertence â Deus e qualquer criatura que dele se afaste pode vir a ser um terrível pecador. Por haver pecado sem tentação exterior, Satanás não tem direito ao perdão. Quanto à onisciência e à presciência de Deus, estes atributos não foram atingidos porque Deus permanece o mesmo, Lúcifer foi quem mudou e mesmo para a rebelião de um anjo de luz Deus tem solução perfeita, pois embora a queda de Satanás tenha ocorrido antes dos dias da humanidade, vale lembrar que o Cordeiro de Deus também foi imolado "perante Jeová" desde antes da fundação do mundo. Não desonra a Deus o pecado de Satanás. Desonra sim, a Satanás mesmo. Deus continua sendo o sustentador do universo e um Ser de absoluta moral e perfeição. Qualquer que dele se aproxima alcançará sua bênção, seu refúgio e sua graça sem igual.



Texto extraído do livro "A Bíblia Responde"

Todos os Direitos Reservados. Copyright © 1983 para a língua portuguesa da
Casa Publicadora das Assembléias de Deus.



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A ARCA DE NOÉ


"Quantos anos Noé levou para construir a arca?"

Ao lermos a citação bíblica em Gênesis 6.3, deparamos com a seguinte afirmação: "Então disse o Senhor: não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos".
Ao lermos a citação bíblica em Gênesis 6.3, deparamos com a seguinte afirmação: "Então disse o Senhor: não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos".
De imediato, julgamos tratar-se de um limite de idade, preestabelecida para cada um, individualmente, desde que muitos deles atingiram a cifra de quase um milênio de anos, conforme viveram Adão, Sete, Enos, Quenã, Jarede e Metuselá, o que mais viveu. (No entanto, se meditarmos sobre o versículo supracitado, chegaremos à conclusão de que a palavra homem foi tomada como um coletivo generalizado de toda a raça humana. Entendemos, portanto, que os 120 anos eqüivalem à duração daquela dispensação antediluviana, após o julgamento divino.
Noé estava com 480 anos, quando Deus lhe ordenou a construção da arca. Vinte anos após já com 500 anos de idade, é que lhe nasceu o seu filho primogênito, conforme Gênesis 5.32. Seus três filhos vieram ao mundo e já encontraram o pai em plena atividade, ocupado na construção da arca. Cem anos após o nascimento de Sem, contando Noé 600 anos, veio o dilúvio que fez chover 40 dias e 40 noites, permanecendo Noé, esposa, filhos, noras e os animais, na arca, um ano e 17 dias: Gn 7.10,11; 8.14.
Deus concedeu um prazo de 120 anos para que a humanidade se arrependesse. Mas como não deram crédito à mensagem do pregoeiro da verdade sucumbiram pelas águas do dilúvio.
A prova de que os 120 anos eqüivalem ao fim de uma dispensação, após o juízo de Deus, é ter Noé vivido, após o dilúvio, 350 anos: Gn 9.28.



Texto extraído do livro "A Bíblia Responde"
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domingo, 4 de outubro de 2009

A CRIAÇÃO DOS ANJOS - A Bíblia Responde


"Quando os anjos foram criados, Deus tinha ciência de que um deles - Satanás - se rebelaria? Por que, então, criou os anjos?"

Sim, tinha. Um dos atributos de Deus é onisciência. Seu conhecimento é perfeito, absoluto. Ele conhece o passado, o presente e o porvir. Conhece tão bem o eterno passado como o futuro eterno. Temos de nos conscientizar dessa verdade. Temos de nos conformar com ela, porque não a podemos negar. Se Deus não conhecesse o eterno futuro, Ele não seria Deus. Só concebemos Deus como aquele ser que tem todo o poder' no Céu, no Universo, e na Terra. Deus criou os anjos porque necessitava deles para o servirem, para o glorificarem, para o adorarem. A previsão da rebeldia de um grupo não podia impedir que o Todo-poderoso deixasse de executar o que fora
planejado. Como oportuna, incluamos na resposta a esta consulta a seguinte pergunta que constantemente nos é feita, e da qual muitos se valem para depreciar a obra de Deus: "Se Deus sabia que o homem ia pecar, por que o criou?" Respondemos - Deus apesar de saber disso, criou o homem por causa do seu imensurável amor para com aqueles que haveriam de herdar a salvação: Hb 1.14. O plano divino é eternal e, por isso, nenhuma força no universo pode modificá-lo ou impedir que ele se realize. Por causa dos que não quiseram no passado, dos que rejeitam no presente e dos que recusarão no futuro a graça oferecida por Deus, esse Deus de amor não poderia deixar de mostrar a sua inefável bondade para com aqueles que no passado aceitaram, para com os que no presente estão recebendo, e para com os que no futuro aceitarão com corações transbordando de alegria o eternal plano de salvação. Essas verdades sublimes,
que não podem ser contraditadas, estão reveladas na Palavra inspirada do apóstolo Pedro: "Eleitos segundo a presciência de Deus o Pai, em santificação do Espírito para a obediência", 1 Pe 1.2a. Não aceitamos uma predestinação arbitrária que permite uma vida desregrada para os "contemplados" porque isso ofende a santidade de Deus. Mas cremos numa eleição em santificação do Espírito para a obediência. Foi para isso que Deus nos chamou, e isso glorifica o seu nome.





Texto extraído do livro "A Bíblia Responde"


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Casa Publicadora das Assembléias de Deus.


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Princípios Batistas

I. AUTORIDADE
1. Cristo como Senhor
A fonte suprema da autoridade cristã é o Senhor Jesus Cristo. Sua soberania emana da eterna divindade e poder – Como o unigênito filho de Deus Supremo – de Sua redenção vicária e ressurreição vitoriosa. Sua autoridade é a expressão de amor justo, sabedoria infinita e santidade divina, e se aplica à totalidade da vida. Dela procede a integridade do propósito cristão, o poder da dedicação cristã, a motivação de lealdade cristã. Ela exige a obediência aos mandamentos de Cristo, dedicação ao Seu serviço, fidelidade ao Seu reino e a máxima devoção à Sua Pessoa, como o Senhor vivo.A suprema fonte de autoridade é o Senhor Jesus Cristo, e toda aesfera da vida esta sujeita a Sua soberania.
2. As Escrituras
A Bíblia fala com autoridade porque é a palavra de Deus. É a suprema regra de fé e prática porque é testemunha fidedigna e inspirada dos atos maravilhosos de Deus através da revelação de Si mesmo e da redenção, sendo tudo patenteado na vida, nos ensinamentos e na obra Salvadora de Jesus Cristo. As Escrituras revelam a mente de Cristo e ensinam o significado de seu domínio. Na sua singular e una revelação da vontade divina para humanidade, a Bíblia é a autoridade final que atrai as pessoas a Cristo e as guia em todas as questões de fé cristã e dever moral. O indivíduo tem que aceitar a responsabilidade de estudar a Bíblia, com a mente aberta e com atitude reverente, procurando o significado de sua mensagem através de pesquisa e oração, orientando a vida debaixo de sua disciplina e instrução.A Bíblia como revelação inspirada da vontade divina, cumprida e completada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo, é a nossa regra autorizada de fé e prática.
3. O Espirito Santo
O Espírito Santo é a presença ativa de Deus no mundo e, particularmente, na experiência humana. É Deus revelando Sua pessoa e vontade ao homem. O Espírito, portanto é a voz da autoridade divina. É o Espírito de Cristo, e Sua autoridade é a vontade de Cristo. Visto que as Escrituras são o produto de homens que, inspirados pelo Espírito, falaram por Deus, a verdade da Bíblia expressa a vontade do Espírito, compreendida pela iluminação do Mesmo. Ele convence os homens do pecado, da justiça e do juízo, tornando, assim, efetiva a salvação individual, através da obra salvadora de Cristo. Ele habita no coração do crente, como advogado perante Deus e intérprete para o homem. Ele atrai o fiel para a fé e a obediência e, assim, produz na sua vida os frutos da santidade e do amor. Espírito procura alcançar vontade e propósito divinos entre os homens. Ele dá aos cristãos poder e autoridade para o trabalho do reino e santifica e preserva os redimidos, para o louvo de Cristo; exige uma submissão livre e dinâmica à autoridade de Cristo, e uma obediência criativa e fiel à palavra de Deus. O Espírito Santo é o próprio Deus revelando Sua pessoa e vontade aos homens. Ele, portanto interpreta e confirma a voz da autoridade divina.
II. O INDIVÍDUO
1. Seu Valor
A Bíblia revela que cada ser humano é criado à imagem de Deus; é único, precioso e insubstituível. Criado ser racional, cada pessoa é moralmente responsável perante Deus e o próximo. O homem como indivíduo é distinto de todas as outras pessoas. Como pessoa, ele é unido aos outros no fluxo da vida, pois ninguém vive nem morre por si mesmo. A Bíblia revela que Cristo morreu por todos os homens. O fato de ser o homem criado à imagem de Deus e de Cristo morrer para salvá-lo é a fonte da dignidade e do valor humano. Ele tem direito, outorgado por Deus, de ser reconhecido e aceito como indivíduo sem distinção de raça, cor, credo ou cultura; de ser parte digna de respeitada da comunidade; de ter a plena oportunidade de alcançar o seu potencial. Cada indivíduo foi criado à imagem de Deus e, portanto, merece respeito e consideração como uma pessoa de valor e dignidade infinita.
2. Sua Competencia
O indivíduo, porque criado à imagem de Deus, torna-se responsável por suas decisões morais e religiosas. Ele é competente, sob a orientação do Espiríto Santo, para formular a própria resposta à chamada divina ao evangelho de Cristo, para a comunhão com Deus, para crescer na graça e conhecimento de nosso Senhor. Estreitamente ligada a essa competencia está a responsabilidade de procurar a verdade e, encontrado-a, agir conforme essa descoberta e de partilhar a verdade com outros. Embora não se admita coação no terreno religioso, o cristão não tem a liberdade de ser neutro em questões ee conciência e convicção. Cada pessoa é competente e responsável perante Deus, nas própriasdecisões e questões morais e religiosas.
3. Sua liberdade
Os batistas consideram como inalienável a liberdade de consciência, a plena liberdade de religião de todas as pessoas. O homem é livre para aceitar ou rejeitar a religião; escolher ou mudar sua crença; propagar e ensinar a verdade como a entenda, sempre respeitando direitos e convicções alheios; cultuar a Deus tanto a sós quanto publicamente; convidar outras pessoas a participarem nos cultos e outra atividades de sua religião; possuir propriedade e quaisquer outros bens necessários à propagação de sua fé. Tal liberdade não é privilégio para ser concedido, rejeitado ou meramente tolerado – nem pelo Estado, nem por qualquer outro grupo religioso – é um direito outorgado por Deus. Cada pessoa é livre perante Deus em todas as questões de consciência e tem o direito de abraçar ou rejeitar a religião, bem como de testemunhar sua fé religiosa, respeitando os direitos dos outros.
III. A VIDA CRISTÃ
1. A Salvação pela Graça
A graça é a provisão misericordiosa de Deus para a condição do homem perdido. O homem no seu estado natural é egoísta e orgulhoso; ele está na escravidão de satanás e espiritualmente morto em transgressões e pecados. Devido à sua natureza pecaminosa, o homem não pode salvar-se a si mesmo. Mas Deus tem uma atitude benevolente em relação a todos, a pesar da corrupção moral e da rebelião. A salvação não é o resultado dos méritos humanos, antes emana de propósito e iniciativa divinos. Não vem através de mediação sacramental, nem de treinamento moral, mas como resultado da misercórdia e poder divinos. A salvação do pecado é a dádiva de Deus através de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pelo arrependimento em relação da Deus, pela fé em Jesus Cristo, e pela entrega incondicional a Ele como Senhor. A Salvação, que vem através da graça, pela fé, coloca o individuo em união vital e transformadora com Cristo, e se caracteriza por uma vida de santidade e boas obras. A mesma graça, por meio da qual a pessoa alcança a salvação, dá certeza e a segurança do perdão contínuo de Deus e de Seu auxilio na vida cristã. A salvação é dádiva de Deus através de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pela fé em cristo e rendição à Soberania Divina.
2. As Exigências do Discipulado
O aprendizado cristão inicia-se com a entrega a Cristo, como Senhor. Desenvolve-se à proporção que a pessoa tem comunhão com Cristo e obedece aos Seus mandamentos. O discípulo aprende a verdade em Cristo, somente por obedecê-la. Essa obediência exige a entrega das ambições e dos propósitos pessoais e a obediência à vontade do Pai. A obediência levou Cristo à cruz e exige de cada discípulo que se tome a própria cruz e siga a Cristo. O levar a cruz, ou negar-se a si mesmo, expressa-se de muitas maneiras na vida do discípulo. Este procurará, primeiro, o reino de Deus. Sua lealdade suprema será a Cristo. Ele será fiel em cumpri o mandamento cristão. Sua vida pessoal manifestará autodisciplina, pureza, integridade e amor cristão em todas as relações que tem com os outros. O discipulado é completo.As exigências do discipulado cristão estão baseadas no reconhecimento da soberania de Cristo, relacionam-se com a vida em um todo e exigem obediência e devoção completas.
3. O Sacerdócio do Crente
Cada homem pode ir diretamente a Deus em busca de perdão, através do arrependimento e da fé. Ele não necessita para isso de nenhum outro indivíduo, nem mesmo de igreja. Há um só mediador entre Deus e os homens, Jesus. Depois de tornar-se crente a pessoa tem acesso direto a Deus, através de Cristo. Ela entra no sacerdócio real que lhe outorga o privilegio de servir a humanidade em nome de Cristo. Deverá partilhar com os homens a fé que acalenta e servi-los em nome e no espírito de Cristo. O Sacerdócio do crente, portanto, significa que todos os cristãos são iguais perante Deus e na fraternidade da igreja local. Cada cristão, tendo acesso direto a Deus através de Cristo, é seu próprio sacerdote e tem a obrigação de servir de sacerdote de Cristo em benefício de outras pessoas.
4. O Cristão e Seu Lar
O lar foi constituído por Deus como unidade básica da sociedade. A formação de lares verdadeiramente cristãos deve merecer o interesse particular de todos. Devem ser constituídos da união de dois seres cristãos, dotados de maturidade emocional, espiritual e física e unidos por um amor profundo e puro. O casal deve partilhar ideais e ambições semelhantes e ser dedicado à criação dos filhos na instrução e disciplina divinas. Isso exige o estudo regular da Bíblia e a prática do culto doméstico. Nesses lares o espírito de Cristo está presente em todas as relações da família. As igrejas tem a obrigação de preparar jovens para o casamento, treinar e auxiliar os pais nas suas responsabilidades, orientar pais e filhos na provações e crises da vida, assistir àqueles que sofrem em lares desajustados, e ajudar os enlutado e encanecidos a encontrarem sempre um significado na vida. O lar é básico, no propósito de Deus para o bem estar da humanidade, e o desenvolvimento da família deve ser de supremo interesse para todos os cristãos.
5. O Cristão como Cidadão
O Cristão é cidadão de dois mundos – o reino de Deus e o estado político - e deve obedecer à lei de sua pátria terrena, tanto quanto à lei suprema. No caso de ser necessária uma escolha, o cristão deve obedecer a Deus antes que ao homem. Deve mostrar respeito para com aqueles que interpretam a lei e a põem em vigor, e participar ativamente na vida social, econômica e política com o espirito e princípios cristãos. A mordomia cristã da vida inclui tais responsabilidades como o voto, o pagamento de impostos e o apoio à legislação digna. O cristão deve orar pelas autoridades e incentivar outros cristãos a aceitarem a responsabilidade cívica, como um serviço a Deus e à humanidade. O cristão é cidadão de dois mundos – o Reino de Deus e o Estado – e deveser obediente à lei do seus país tanto quanto a lei suprema de Deus.
IV. A IGREJA
1. Sua Natureza
No Novo testamento o termo igreja é usado para designar o povo de Deus na sua totalidade, ou só uma assembléia local. A igreja é uma comunidade fraterna das pessoas redimidas por Cristo Jesus, divinamente chamadas, divinamente criadas, e feitas uma só debaixo do governo soberano de Deus. A igreja como uma entidade local – um organismo presidido pelo Espiríto Santo – é uma fraternidade de crentes em Jesus Cristo, que se batizaram e voluntariamente se uniram para o culto, estudo, a disciplina mútua, o serviço e a propagação do Evangelho, no local da Igreja e até aos confins da terra.A igreja, no sentido lato, é a comunidade fraterna de pessoas redimidas por Cristo e tornadas uma só na família de Deus. A igreja, no sentido local é a companhia fraterna de crentes batizados, voluntariamente unidos para o culto, desenvolvimento espiritual e serviço.
2. Seus Membros
A igreja, como uma entidade, é uma companhia de crentes regenerados e Matizados que se associam num, conceito de fé e fraternidade do evangelho. Propriamente, a pessoa qualifica-se para ser membro de igreja por ser nascida de Deus e aceitar voluntariamente o batismo. Ser membro de uma igreja local, para tais pessoas, é um privilégio santo é um dever sagrado. O simples fato de arrolar-se na lista de membros de uma igreja não torna a pessoa membro do corpo de Cristo. Cuidado extremo deve ser exercido a fim de que sejam aceitas como membros da igreja somente as pessoas que dêem evidências positivas de regeneração e verdadeiras submissão a Cristo. Ser membro de Igreja é um privilégio, dado exclusivamente a pessoas regeneradas que voluntariamente aceitam o batismo e se entregam ao discipulado fiel, segundo o preceito cristão.
3. Suas Ordenanças
O batismo e a ceia do Senhor são as duas ordenanças da igreja. São símbolos, mas sua observância envolve fé, exame de consciência, discernimento, confissão, gratidão, comunhão e culto. O batismo é administrado pela igreja, sob a autoridade do Deus triúno, e sua forma é a imersão daquele que, pela fé, já recebeu a Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Por esse ato o crente retrata a sua morte para o pecado e a sua ressurreição para uma vida nova. A ceia do Senhor, observada através dos símbolos do pão e do vinho, é um profundo esquadrinhamento do coração, uma grata lembrança de Jesus Cristo e sua morte vicária na cruz, uma abençoada segurança de sua volta e uma jubilosa comunhão com o Cristo vivo e seu povo. O batismo e a ceia do Senhor, as duas ordenanças da igreja, são símbolos da redenção, mas sua observância envolve realidades espirituais na experiência cristã.
4. Seu Governo
O princípio governante para uma igreja local é a soberania de Jesus Cristo. A autonomia da igreja tem como fundamento o fato de que Cristo está sempre presente e é a cabeça da congregação do seu povo. A igreja, portanto, não pode sujeitar-se à autoridade de qualquer outra entidade religiosa. Sua autonomia, então, é valida somente quando exercida sob o domínio de Cristo. A democracia, o governo pela congregação, é forma certa somente na medida e" que, orientada pelo Espírito Santo, providencia e exige a participação consciente de cada um dos membros nas deliberações do trabalho da igreja. Nem a maioria, nem a minoria, nem tampouco a unanimidade, reflete necessariamente a vontade divina. Uma igreja é um corpo autônomo, sujeito unicamente a Cristo, sua cabeça. Seu governo democrático, no sentido próprio, reflete a igualdade e responsabilidade de todos os crentes, sob a autoridade de Cristo.
5. Sua Relação Para com o Estado
Tanto a igreja como o estado são ordenados por Deus e responsáveis perante ele. Cada um é distinto; cada um tem um propósito divino; nenhum deve transgredir os direitos do outro. Devem permanecer separados, mas igualmente manter a devida relação entre si e para com Deus. Cabe ao estado o exercício da autoridade civil, a manutenção da ordem e a promoção do bem-estar público. A igreja é uma comunhão voluntária de cristãos, unidos sob o domínio de Cristo para o culto e serviço em seu nome. O estado não pode ignorar a soberania de Deus nem rejeitar suas leis como a base da ordem moral e da justiça social. Os cristãos devem aceitar suas responsabilidades de sustentar o estado e obedecer ao poder civil, de acordo com os princípios cristãos. O estado deve à igreja a proteção da lei e a liberdade plena, no exercício do seu ministério espiritual. A igreja deve ao estado o reforço moral e espiritual para a lei e a ordem, bem como a proclamação clara das verdades que fundamentam a justiça e a paz. A igreja tem a responsabilidade tanto de orar pelo estado quanto de declarar o juízo divino em relação ao governo, às responsabilidades de uma soberania autêntica e consciente, e aos direitos de todas as pessoas ' A igreja deve praticar coerentemente os princípios que sustenta e que devem governar a relação entre ela e o estado. A igreja e o estado são constituídos por Deus e perante Ele responsáveis. Devem permanecer distintos, mas têm a obrigação do reconhecimento e reforço mútuos, no propósito de cumprir-se a função divina.
6. Sua Relação Para com o Mundo
Jesus Cristo veio ao mundo, mas não era do mundo. Ele orou não para que seu povo fosse tirado do mundo, mas que fosse liberto do mal. Sua igreja, portanto, tem a responsabilidade de permanecer no mundo, sem ser do mundo. A igreja e o cristão, individualmente. têm a obrigação de opor-se ao mal e trabalhar para a eliminação de tudo que corrompa e degrade a vida humana. A igreja deve tomar posição definida em relação à justiça e trabalhar fervorosamente pelo respeito mútuo, a fraternidade, a retidão, a paz, em todas as relações entre os homens. Raças e nações. Ela trabalha confiante no cumprimento final do propósito divino no mundo. Esses ideais, que têm focalizado o testemunho distintivo dos batistas, choca-se com o momento atual do mundo e em crucial significação. As forças do mundo os desafiam. Certas tendências em nossas igrejas e denominação põem-nos em perigo. Se esses ideais servirem para inspirar os batistas, com o senso da missão digna da hora presente, deverão ser relacionados com a realidade dinâmica de todo o aspecto de nossa tarefa contínua. A igreja tem uma posição de responsabilidade no mundo; sua missão é para com o mundo; mas seu caráter e ministério são espirituais.
V. NOSSA TAREFA CONTÍNUA
1. A Centralidade do Indivíduo
Os batistas, historicamente, têm exaltado o valor do indivíduo, dando-lhe um lugar central no trabalho das igrejas e da denominação. Essa distinção, entretanto, está em. perigo nestes dias de automatismo e pressões para o conformismo. Alertados para esses perigos, dentro das próprias fileiras, tanto quanto no mundo, os batistas devem preservar a integridade do indivíduo. O alto valor do indivíduo deve refletir-se nos serviços de culto, no trabalho evangelístico, nas obras missionárias, no ensino e treinamento da mordomia, em todo o programa de educação cristã. Os programas são justificados pelo que fazem pelos indivíduos por eles influenciados. Isso significa, entre outras coisas, que o indivíduo nunca deve ser usado como um meio, nunca deve ser manobrado, nem tratado como mera estatística. Esse ideal exige, antes, que seja dada primordial consideração ao indivíduo, na sua liberdade moral, nas suas necessidades urgentes e no seu valor perante Cristo.De consideração Primordial na vida c no trabalho de nossas igrejas é o indivíduo, com seu valor, suas necessidades, sua liberdade moral, seu potencial perante Cristo.
2. Culto
O culto a Deus, pessoal ou coletivo, é a expressão mais elevada da fé e devoção cristã. É supremo tanto em privilégio' quanto em dever. Os batistas enfrentam urna necessidade urgente de melhorar a qualidade do seu culto, a fim de experimentarem coletivamente uma renovação de fé, esperança e amor, como resultado da comunhão com o Deus supremo. O culto deve ser coerente com a natureza de Deus, na sua santidade: uma experiência, portanto, de adoração e confissão que se expressa com temor e humildade. O culto não é mera forma e ritual, mas uma experiência com o Deus vivo, através da meditação e da entrega pessoal. Não é simplesmente um serviço religioso, mas comunhão com Deus na realidade do louvor, na sinceridade do amor e na beleza da santidade. O culto torna-se significativo quando se combinam, com reverência e ordem, a inspiração da presença de Deus, a proclamação do evangelho, a liberdade e a atuação do Espírito. O resultado de tal culto será uma consciência mais profunda da 'santidade, majestade e graça de Deus, maior devoção e mais completa dedicação à vontade de Deus. O culto - que envolve uma experiência de comunhão com o Deus vivo esanto - exige uma apreciação maior sobre a reverência e a ordem, a confissão e a humildade, a consciência da santidade, majestade, graça e propósito de Deus.
3. O Ministério Cristão
A igreja e todos os seus membros estão no mundo, a fim de servir. Em certo sentido, cada filho de Deus é chamado como cristão. Há, entretanto, uma falta generalizada no sentido de negar o valor devido à natureza singular da chamada corno vocação ao serviço de Cristo. Maior atenção neste ponto é especialmente necessária, em face da pressão que recebem os jovens competentes para a escolha de algum ramo das ciências e, ainda mais devido ao número decrescente daqueles que estão atendendo à chamada divina, para o serviço de Cristo. Os que são chamados pelo Senhor para o ministério cristão devem reconhecer que o fim da chamada é servir. São, no sentido especial, escravos de Cristo e seus ministros nas igrejas e junto ao povo. Devem exaltar suas responsabilidades, em vez de privilégios especiais. Suas funções distintas não visam a vangloria; antes, são meios de servir a Deus, à igreja e ao próximo. As igrejas são responsáveis perante Deus por aqueles que elas consagram ao seu ministério. Devem manter padrões elevados para aqueles que aspiram à consagração, quanto à experiência e ao caráter cristãos. Devem incentivar os chamados a procurarem o preparo adequado ao seu ministério. Cada cristão tem o dever de ministrar ou servir com abnegação completa; Deus, porém, na sua sabedoria, chama várias pessoas de um modo singular para dedicarem sua vida de tempo integral, ao ministério relacionado com a obra da igreja.
4. Evangelismo
O evangelismo é a proclamação do juízo divino sobre o pecado, e das boas novas da graça divina em Jesus Cristo. É a resposta dos cristãos às pessoas na incidência do pecado, é a ordem de Cristo aos seus seguidores, a fim de que sejam suas testemunhas frente a todos os homens. O evangelismo declara que o evangelho, e unicamente o evangelho, é o poder de Deus para a salvação. A obra de evangelismo é básica na missão da igreja e no mister de cada cristão. O evangelismo, assim concebido, exige um fundamento teológico firme e uma ênfase perene nas doutrinas básicas da salvação. O evangelismo neotestamentário é a salvação por meio do evangelho e pelo poder do Espírito. Visa a salvação do homem todo; confronta os perdidos com o preço do discipulado e as exigências da soberania de Cristo; exalta a graça divina, a fé voluntária e a realidade da experiência de conversão. Convites feitos a pessoas não salvas nunca devem desvalorizar essa realidade imperativa. O uso de truques de psicologia das massas, os substitutivos da convicção e todos os esquemas vaidosos são pecados contra Deus e contra o indivíduo. O amor cristão, o destino dos pecadores e a força do pecado constituem uma urgência obrigatória. A norma de evangelismo exigida pelos tempos críticos dos nossos dias é o evangelismo pessoal e coletivo, o uso de métodos sãos e dignos, o testemunho de piedade pessoal e dum espírito semelhante ao de Cristo, a intercessão pela misericórdia e pelo poder de Deus, e a dependência completa do Espírito Santo. O evangelismo, que é básico no ministério da igreja e na vocação do crente, é a proclamação do juízo e da graça de Deus em Jesus Cristo e a chamada para aceitá-lo como Salvador e segui-lo como Senhor.
5. Missões
Missões como usamos o termo, é a extensão do propósito redentor de Deus através do evangelismo, da educação e do serviço cristão além das fronteiras da igreja local. As massas perdidas do mundo constituem um desafio comovedor para as igrejas cristãs.Uma vez que os batistas acreditam na liberdade e competência de cada um para as próprias decisões, nas questões religiosas, temo a responsabilidade perante Deus de assegurar a cada indivíduo o conhecimento e a oportunidade de fazer a decisão certa. Estamos sob a determinação divina, no sentido de proclamar o evangelho a toda a criatura. A urgência da situação atual do mundo, o apelo agressivo de crenças e ideologias exóticas, e nosso interesse pelos transviados exigem de nós dedicação máxima em pessoal e dinheiro, a fim de proclamar-se a redenção em Cristo, para o mundo todo. A cooperação nas missões mundiais é imperativa. Devemos utilizar os meios à nossa disposição, inclusive os de comunicação em massa, para dar o Evangelho de Cristo ao mundo. Não devemos depender exclusivamente de um grupo pequeno de missionários especialmente treinados e dedicados. Cada batista é um missionário, não importa o local onde mora ou posição que ocupa. Os atos pessoais ou de grupos, as atitudes em relação a outras nações, raças e religiões fazem parte do nosso testemunho favorável ou contrário a Cristo, o qual, em cada esfera e relação da vida, deve fortalecer nossa proclamação de que Jesus é o Senhor de todos.As missões procuram a extensão do propósito redentor de Deus tem em toda a parte, através do evangelismo, da educação, e do serviço cristão e exige de nós dedicação máxima.
6. Mordomia
A mordomia cristã é o uso, sob a orientação divina, da vida, dos talentos, do tempo e dos bens materiais, na proclamação do Evangelho e na prática respectiva. No partilhar o Evangelho a mordomia encontra seu significado mais elevado: ela é baseada no reconhecimento de tudo o que temos e somos vem de Deus, como uma responsabilidade sagrada.Os bens materiais em si não são maus, nem bons. O amor ao dinheiro, e não o dinheiro em si, é a raiz de todas as espécies de males. Na mordomia cristã o dinheiro torna-se o meio para alcançar bens espirituais, tanto para a pessoa que dá, quanto para quem recebe. Aceito como encargo sagrado, o dinheiro torna-se não uma ameaça e sim uma oportunidade. Jesus preocupou-se em que o homem fosse liberto da tirania dos bens materiais e os empregasse para suprir tanto às necessidades próprias como às alheias. A responsabilidade da mordomia aplica-se não somente ao cristão como indivíduo, mas, também a cada igreja local, cada convenção cada agência da denominação. Aquilo que é confiado ao indivíduo ou à instituição não deve ser guardado nem gasto egoísticamente, mas empregado no serviço da humanidade e para a glória de Deus.A mordomia cristã concebe toda a vida como um encargo sagrado, confiado por Deus, e exige o emprego responsável de vida, tempo, talentos e bens – pessoal ou coletivamente – no serviço de Cristo.
7. O Ensino e Treinamento
O ensino e treinamento são básicos na comissão de Cristo para os seus seguidores, constituindo um imperativo divino pela natureza da fé e experiência cristãs. Eles são necessários ao desenvolvimento de atitudes cristãs, à demonstração de virtudes cristãs, ao gozo de privilégios cristãos, ao cumprimento de responsabilidades cristãs, a realização da certeza cristã. Devem começar com o nascimento do homem e continuar através de sua vida toda. São funções do lar e da igreja, divinamente ordenadas. E constituem o caminho da maturidade cristã.Desde que a fé há de ser pessoal, e voluntária cada resposta à soberania de Cristo, o ensino e treinamento são necessários antecipadamente ao Discipulado Cristão, e a um testemunho vital. Este fato significa que a tarefa educacional da igreja deve ser o centro do programa. A prova do ministério do ensino e treinamento está no caráter semelhante ao de Cristo e na capacidade de enfrentar e resolver eficientemente os problemas sociais, morais e espirituais do mundo hodierno. Devemos treinar os indivíduos a fim de que possam conhecer a verdade que os liberta, experimentar o amor que os transforma em servos da humanidade, e alcançar a fé que lhes concede a esperança no reino de Deus. A natureza da fé e experiência cristãs e a natureza e necessidades das pessoas fazem do ensino e treinamento um imperativo.
8. Educação Cristã
A fé e a razão aliam-se no conhecimento verdadeiro. A fé genuína procura compreensão e expressão inteligente. As escolas cristãs devem conservar a fé e a razão no equilíbrio próprio. Isto significa que não ficarão satisfeitas senão com os padrões acadêmicos elevados. Ao mesmo tempo, devem proporcionar um tipo distinto de educação – a educação infundida pelo espírito cristão, com a perspectiva cristã e dedicada aos valores cristãos.Nossas escolas cristãs têm a responsabilidade de treinar e inspirar homens e mulheres para a liderança eficiente, leiga e vocacional, em nossas igrejas e no mundo. As igrejas, por sua vez, têm a responsabilidade de sustentar condignamente todas as suas instituições educacionais.Os membros de igrejas devem Ter interesse naqueles que ensinam em suas instituições, bem como naquilo que estes transmitem. Há limites para a liberdade acadêmica; deve ser admitido, entretanto, que os professores das nossas instituições tenham liberdade para erudição criadora, com o equilíbrio de um senso profundo de responsabilidade pessoal para com Deus, a verdade, a denominação, e as pessoas a quem servem.A educação cristã emerge da relação da fé e da razão e exige excelência e liberdade acadêmicas que são tanto reais quanto responsáveis.
9. A Autocrítica
Tanto a igreja local quanto a denominação, a fim de permanecerem sadias e florescentes, tem que aceitar a responsabilidade da autocrítica. Seria prejudicial às igrejas e à denominação se fosse negado ao indivíduo o direito de discordar, ou se fosse considerados nossos métodos ou técnicas como finais ou perfeitos. O trabalho de nossas igrejas e de nossa denominação precisa de freqüente avaliação, a fim de evitar a esterilidade do tradicionalíssimo. Isso especialmente se torna necessário na área dos métodos, mas também se aplica aos princípios e práticas históricas em sua relação à contemporânea. Isso significa que nossas igrejas, instituições e agências devem defender e proteger o direito de o povo perguntar e criticar construtivamente.A autocrítica construtiva deve ser centralizada em problemas básicos e assim evitar os efeitos desintegrantes de acusações e recriminações. Criticar não significa deslealdade; a crítica pode resultar de um interesse profundo do bem-estar da denominação. Tal crítica visará ao desenvolvimento à maturidade cristã, tanto para o indivíduo quanto para a denominação.Todo grupo de cristãos, para conservar sua produtividade, terá que aceitar a responsabilidade da autocrítica construtiva.Como batistas, revendo o progresso realizado no decorrer dos anos, temo todos inteira razão de desvanecimento ante as evidências do favor de Deus sobre nós. Os batistas podem bem cantar com alegria, “Gloria a Deus, grandes coisas Ele fez! “ Podem eles também lembrar que aqueles a quem foi dado o privilégio de gozar de tão alta herança, reconhecidos ao toque da graça, devem engrandecê-la com os seus próprios sacrifícios.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Igreja Batista

Primeira Igreja Batista de Ottawa, Canadá.

As Igrejas Batistas formam uma família denominacional protestante de origem inglesa. Está presente em quase todos os países do globo. Estima-se que tenha mais de 70 milhões de membros espalhados pelo mundo, sendo mais de 45 milhões nos Estados Unidos e Canadá, e cerca de 2 milhões no Brasil. Há também grupos consideráveis na Europa Oriental, Federação Russa, Reino Unido e Austrália.

Origem

A história academicamente aceita sobre a origem das Igrejas Batistas é a sua incepção como um grupo de dissidentes ingleses no século XVII. A primeira igreja batista nasceu quando grupo de refugiados ingleses que foram para a Holanda em busca da liberdade religiosa em 1608, liderados por John Smyth, um clérigo e Thomas Helwys, um advogado, organizaram em Amsterdã, em 1609 uma igreja de doutrinas batistas.

John Smyth discordava da política e de alguns pontos da doutrina da Igreja Anglicana da qual ele era pastor após uma aproximação com os menonitas e, examinando a Bíblia, creu na necessidade de batizar-se com consciência e em seguida batizou os demais fundadores da igreja, constituindo-se assim a primeira igreja batista organizada. Até então, o batismo não era por imersão, só os batistas particulares por volta de 1642 adotaram oficialmente essa prática tornando-se comum depois a todos os batistas. A primeira confissão dos particulares, a Confissão de Londres de 1644, também foi a primeira a defender o imersionismo no batismo.

Depois da morte de John Smyth e da decisão de Thomas Helwys e seus seguidores de regressarem para a Inglaterra, a igreja organizada na Holanda desfez-se e parte dos seus membros uniram-se aos menonitas. Thomas Helwys organizou a Igreja Batista em Spitalfields, nos arredores de Londres, em 1612.

A perseguição aos batistas e a outros dissidentes ingleses, fez com que muitos emigrassem. O mais famoso foi John Bunyan, que escreveu sua obra-prima O Peregrino enquanto estava preso.

Nos Estados Unidos a primeira igreja batista nasceu através de Roger Williams, que organizou a Primeira Igreja Batista de Providence em 1639, na colônia que ele fundou com o nome de Rhode Island, e John Clark que organizou a Igreja Batista de Newport, também em Rhode Island em 1648. Em terras americanas os batistas cresceram principalmente no sul, onde hoje sua principal denominação, a Convenção Batista do Sul, conta com quase 15 milhões de membros, sendo a maior igreja evangélica dos Estados Unidos.

Existem ainda outras teorias sobre a origem dos batistas, mas que são rejeitadas pela historiografia oficial. São elas a teoria de Sucessão Apostólica, ou JJJ (João - Jordão - Jerusalém) e a teoria anabaptista. Ambas são rejeitadas pelos historiadores batistas Henry C. Vedder e Robert G. Torbet.

A teoria de sucessão apostólica postula que os batistas atuais descendem de João Batista e que a igreja continuou através de uma sucessão de igrejas (ou grupos) que batizavam apenas adultos, como os montanistas, novacianos, donatistas, paulícianos, bogomilos, albigenses e cátaros, valdenses e anabatistas. Os batistas landmarkistas utilizam este ponto de vista para se auto-proclamar única igreja verdadeira.

Essa teoria apresenta alguns problemas, como o fato que grupos como bogomilos e cátaros seguiam doutrinas gnósticas e o gnosticismo é contrário às doutrinas batistas de hoje. Também, alguns desses grupos que sobrevivem até o presente, igrejas como a dos valdenses (que desde a Reforma é uma denominação Calvinista) ou dos paulicianos, não se identificam com os batistas.

A teoria anabatista é aquela que afirma que os batistas descendem dos anabatistas, que pregaram sua mensagem no período da Reforma Protestante. O evento mais citado para apoiar essa teoria foi o contato que John Smyth e Thomas Helwys com os menonitas na Holanda. Todavia, além de em 1624 as cinco igrejas batistas existentes em Londres terem publicado um anátema contra as doutrinas anabatistas, também os anabatistas modernos rejeitam ser denominados batistas e há pouca relação entre os dois grupos.

Ambos grupos possuem algumas similaridades:

Crença no Batismo adulto e voluntário;
Visão do Batismo e da Santa Ceia como ordenanças;
Separação da Igreja e Estado.

Batistas no Brasil

Em 1860 Thomas Jefferson Bowen, missionário enviado ao Brasil pela Junta de Richmond, associação de igrejas batistas do Sul dos Estados Unidos, aportou na cidade do Rio de Janeiro. Bowen havia sido missionário na África e pregava para os escravos, já que conhecia a língua iorubá. Porém foi impedido pelas autoridades de propagar as doutrinas batistas no Brasil e Bowen acabou ficando no Brasil por apenas nove meses.

A Guerra Civil Americana (1859-1865), entre os estados do Norte e do Sul dos EUA, fez com que milhares de imigrantes sulistas americanos viessem para o Brasil, e se estabelecessem principalmente em Santa Bárbara D'Oeste e Americana, no interior paulista.

Em 1871 o primeiro grupo batista se estabeleceu em Santa Bárbara, onde fundaram em 10 de setembro de 1871 a primeira igreja batista em solo brasileiro. Os fundadores foram os Pr. Richard Ratcliff e o Pr. Robert Porter Thomas. O Pr. Thomas foi interino por diversas oportunidades tanto na primeira igreja quanto na Igreja da Estação, a segunda igreja batista do Brasil, fundada em 2 de novembro de 1879, também no município de Santa Bárbara d'Oeste, porém em terras que atualmente pertencem à cidade de Americana, pelo Pr. Elias Hoton Quillin. O pastorado interino do Pr. Thomas nas duas Igrejas somou cerca de 25 anos. As duas igrejas organizadas em Santa Bárbara e Americana, contribuíram com cinco de seus membros para a organização da primeira igreja batista na Bahia, fundada em Salvador em 1882, ou seja, a terceira igreja batista brasileira: William Buck Bagby, esposa Anne Luther Bagby, Zachary Clay Taylor, esposa Katherine Stevens Crawford Taylor e o ex-padre Antônio Teixeira de Albuquerque.

Salomão Luiz Ginsburg foi a primeira pessoa a pensar na organização de uma Convenção nacional dos batistas brasileiros. Mas, somente em 1907, a idéia foi concretizada. A.B. Deter, Zachary Clay Taylor e Salomão Luiz Ginsburg concordaram em dar prosseguimento ao plano. Eles conseguiram a adesão de outros missionários e de líderes brasileiros. A comissão organizadora optou pela data de 22 de junho de 1907 para organizar a Convenção, na cidade de Salvador, quando transcorreriam os primeiros 25 anos do início do trabalho batista brasileiro, também começado na referida cidade. No dia aprazado, no prédio do ALJUBE, onde funcionava a Primeira Igreja Batista de Salvador, em sessão solene, foi realizada a primeira Assembléia da Convenção Batista Brasileira, composta de 43 mensageiros enviados por igrejas e organizações. Criada a Convenção, foi eleita sua primeira diretoria: Presidente – Francisco Fulgêncio Soren; 1º vice-presidente – Joaquim Fernandes Lessa; 2º vice-presidente – João Borges da Rocha; 1º secretário – Teodoro Rodrigues Teixeira; 2º secretário – Manuel I. Sampaio; Tesoureiro – Zacharias Taylor. Já nesta convenção foi tratado o assunto do trabalho missionário, discutindo-se o envio de missionário para Portugal, Chile e África. A Unidade foi rompida na década de 50, com surgimento de grupos batistas de aspectos pentecostais e de grupos conservadores.

Em 2006, segundo o IBGE a Convenção Batista Brasileira possuía 6.000 igrejas organizadas, 1.200 congregações ou missões espalhadas em todo o território nacional e mais de 1.100.000 membros, a mesma também possui vários colégios, seminários, orfanatos, faculdades, hospitais, centros de recuperação para drogados todos mantidos em convênios com as convenções estaduais e igrejas locais.
Na área da Educação Teológico-ministerial, cinco são os seminários oficiais batistas: o Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (Recife, PE), o primeiro a ser organizado (é o mais antigo seminário teológico batista da América Latina); o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, (Rio de Janeiro, RJ), o Seminário Teológico Batista Equatorial (Belém, PA) e a Faculdade Teológica Batista do Estado de São Paulo (São Paulo, SP), Teológica, como é chamado, que fez 50 anos recentemente;e também o Faculdade Teológica Batista Ana Wollermam localizado em Dourados, Mato Grosso do Sul. Todos oferecem cursos de graduação (Bacharelado) e pós-graduação (Mestrado). Os dois primeiros e a Teológica oferecem Doutorado em Teologia.

A Convenção Batista Nacional nasceu em 1958, quando foi aceito o batismo pentecostal por alguns batistas em Belo Horizonte. Em 1967, o Pr. Enéas Tognini organizou a CBN (Convenção Batista Nacional), reunindo 60 igrejas. Grande parte destas igrejas denominam-se "Batistas Renovados". Hoje, a CBN, segundo o IBGE, conta com 1.500 igrejas organizadas, 1208 congregações ou missões, e 390.000 membros espalhados pelo Brasil (dados de 2006).

As maiores Convenções do país, a CBB e a CBN são filiadas à Aliança Batista Mundial.

As Igrejas Batistas Independentes no Brasil têm a sua origem no trabalho da Missão de Örebro, um movimento Pentecostal-Batista na Suécia. O missionário Erik Jansson veio en 1912 para atender colonos suecos residentes no município de Guarani, Rio Grande do Sul, mais tarde espalhou-se por outros estados. Conta com pelo menos 70 mil membros filiados à CIBI (Convenção das Igrejas Batistas Independentes), com grande presença nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

A partir da década de 1930 surgiram grupos de cunho mais conservador e fundamentalista, como a Igreja Batista Conservadora fundada em Bagé - RS, a Igreja Batista Bíblica que organizou a Comunhão Batista Bíblica Nacional (CBBN) desde 1973, com cerca de uma centena de Igrejas e Congregações, a Igreja Batista Fundamentalista e a Igreja Batista Regular. Existem também dezenas de Igrejas Batistas sem filiação, tais como a Igreja Batista da Floresta (MG), Filadélfia (RJ) Calvário em Niterói (RJ), todas de orientação pentecostal.

Existem Igrejas batistas que se proclamam também calvinistas, e são filiadas às diversas convenções ou simplesmente, independentes. No Brasil, há uma comunhão cujo objetivo é estreitar laços de comunhão entre os seus membros, em geral filiados à igrejas batistas reformadas: trata-se da Comunhão Reformada Batista no Brasil.

Os batistas regulares são pouco numerosos, correspondendo-se aos de sua denominação norte-americana e canadense.

Existe ainda a Igreja Batista do Sétimo Dia, cuja diferença em relação aos outros batistas está na guarda do sábado.

Doutrina

Doutrinariamente, os batistas possuem algumas particularidades:

Crença no Batismo Adulto por imersão - assim como os anabaptistas eles creêm que o batismo seja uma ordenança para as pessoas adultas (ordenança, para os batistas, é diferente de sacramento: deve ser obedecida, mas é apenas ato simbólico e não obrigatório para salvação), que deve ser respeitada a menos que o indíviduo não tenha oportunidade de ser batizado. A diferença em relação aos anabaptistas, é que os batistas praticam o batismo por imersão.

Celebração das ordenanças do batismo e também da ceia memorial (não-sacramental), repetindo o gesto de Cristo e os apóstolos ("fazei isso em memória de mim") partilhando-se o pão e o vinho entre todos os membros da Congregação.

Separação entre Igreja e Estado - antes mesmo do Iluminismo, já havia a consciência da separação entre Igreja e Estado entre os batistas.

Liberdade de Consciência do Indivíduo - o crente deve escolher por sua própria consciência a servir a Deus, e não por pressão estatal ou de Igreja Estabelecida.

Autonomia das Igrejas locais - como os batistas originaram do Congregacionalismo, enfatizam a autonomia total das comunidades locais, que podem agrupar-se em convenções. A exceção são os Batistas Reformados, que originaram do calvinismo Presbiterianismo e dos Batistas Episcopais, que surgiram de missões anglicanas no Zaire.

Organizacionalmente, a maior parte das igrejas batistas operam no sistema de governo Congregacional, isto é, cada igreja batista local possui autonomia administrativa, regida sob o regime de assembléias de caráter democrático. Entretanto a grande maioria das igrejas batistas são associadas à convenções, que são na verdade associações de igrejas batistas que procuram auxiliar umas as outras em diversos aspectos, como jurídico, financeiro, na formação de novas igrejas. Essas associações não possuem qualquer poder interventor nas igrejas, pois uma das características da maioria dos batistas é a autonomia de cada igreja local.

Os batistas tradicionalmente evitaram o sistema hierárquico episcopalista como é encontrado na Igreja Católica Romana, Anglicana e entre outras igrejas, como entre os metodistas. Todavia existe variações entre alguns grupos batistas, como a Igreja Episcopal Batista (de governo obviamente episcopal), presente em vários países da África e a Igreja Batista Reformada, de governo presbiterial.

Membros conhecidos:

Billy Graham
Martin Luther King
Charles Haddon Spurgeon
John Bunyan
William Buck Bagby
Enéas Tognini
Jimmy Carter

Convenção Batista Brasileira: http://www.batistas.org.br/


Fonte: Wikipedia

Igreja Presbiteriana do Brasil


A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma das mais antigas denominações protestantes do Brasil, presente em todos os estados da federação, tendo sido fundada pelo missionário Ashbel Green Simonton (1833-1867), que chegou no Brasil em 12 de agosto de 1859.


História


O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do trabalho missionário do americano Ashbel Green Simonton (1833-1867), que chegou ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade. Em abril de 1860, Simonton dirigiu o seu primeiro culto em português; em janeiro de 1862 foi fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. No breve período em que viveu no Brasil, Simonton, auxiliado por alguns colegas, fundou o primeiro jornal evangélico do país (Imprensa Evangélica, 1864), criou o primeiro presbitério (1865) e organizou um seminário (1867). O Rev. Simonton morreu vitimado pela febre amarela aos 34 anos, em 1867 (sua esposa, Helen Murdoch, havia falecido três anos antes).


O ex-padre José Manuel da Conceição (1822-1873), foi o primeiro brasileiro a ser pastor (1865). Visitou incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando e fundando comunidades.


O ano de 1869 marca uma nova etapa na história da IPB por ser o ano da chegada dos missionários da Igreja Presbiteriana do sul dos Estados Unidos. Nesta época, em virtude dos problemas políticos enfrentados nos Estados Unidos, havia duas Igrejas Presbiterianas: uma do norte do país (a PCUSA) - que enviou os primeiros missionários ao Brasil - e outra no sul (a PCUS).


Os primeiros missionários da Igreja do sul dos Estados Unidos a vir para o Brasil foram George Nash Morton e Edward Lane. Seu trabalho concentrou-se no interior de São Paulo, tendo fundado, em 1870, a Igreja Presbiteriana de Campinas. As regiões da Mogiana, o oeste de Minas, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás foram atingidos por outros missionários que os seguiram, dentre eles o Rev. John Boyle.


A expansão da IPB no norte e no nordeste do país deve-se ao trabalho pioneiro dos missionários da PCUS. Dentre os muitos nomes deste período fulguram o do missionário John Rockwell Smith, que fundou a Igreja Presbiteriana do Recife, em 1878, e o Rev. Belmiro de Araújo César, um dos primeiros e mais conhecidos pastores brasileiros do nordeste.


Durante este período, a missão da Igreja Presbiteriana do norte dos Estados Unidos (PCUSA) se consolidava no restante do país. Um dos grandes eventos deste período foi a fundação da Escola Americana, em 1870, por George Chamberlain e sua esposa, Mary Chamberlain. A Escola Americana, mais tarde, passaria a se chamar Mackenzie College, chegando a ser o conhecido Instituto Presbiteriano Mackenzie, que abriga, dentre outras instituições, a Universidade Mackenzie.


Alguns novos pastores brasileiros são ordenados nestes anos, como Manuel Antônio de Menezes, Delfino dos Anjos Teixeira, José Zacarias de Miranda e Caetano Nogueira Júnior. O grande nome, no entanto, viria a ser o do Rev. Eduardo Carlos Pereira.


Em setembro de 1888 foi organizado o Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, assim tornou-se autônoma, desligando-se das igrejas norte-americanas.

Depois da proclamação da república nasceu um movimento nacionalista no seio da IPB, em que pastores brasileiros manifestaram-se contrários a missionários americanos por serem maçons, gerando um cisma que levou à fundação da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Um grande líder do começo do século XX foi o pastor Erasmo Braga. O presidente da república Café Filho era presbiteriano e frequentava a 1ª Igreja Presbiteriana de NatalDepois da proclamação da república nasceu um movimento nacionalista no seio da IPB, em que pastores brasileiros manifestaram-se contrários a missionários americanos por serem maçons, gerando um cisma que levou à fundação da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Um grande líder do começo do século XX foi o pastor Erasmo Braga. O presidente da república Café Filho era presbiteriano e frequentava a 1ª Igreja Presbiteriana de Natal.


Ao longo do século XX, surgiram outras igrejas congêneres que também se consideram herdeiras da tradição calvinista. São as seguintes, por ordem cronológica de organização: Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), Igreja Presbiteriana Conservadora (1940), Igreja Presbiteriana Fundamentalista (1956), Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (1975), e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1978).

A Igreja Presbiteriana do Brasil tem aproximadamente 3.840 igrejas locais (sem contar as congregações), 263 presbitérios, 64 sínodos, 2.660 pastores, 503.500 membros - sendo 370.500 membros comungantes (que participam da Santa Ceia) e 133.000 membros não-comungantes -, estando presente em todos os estados da federação.

Estrutura


O governo presbiteriano é uma forma de organização da Igreja que se caracteriza pelo governo de uma assembléia de presbíteros, ou anciãos. Esta forma de governo foi desenvolvida como rejeição ao domínio por hierarquias de bispos individuais (Episcopado).



A função do ministério da palavra de Deus e a administração dos sacramentos é ordinariamente atribuída a uma pessoa em cada congregação local.



A administração da ordenação e legislação está a cargo das assembléias de presbíteros, entre os quais os ministros e outros anciãos são participantes de igual importância. Estas assembléias são chamadas concílios.



Os concílios presbiterianos crescem em gradação hierárquica. Cada Igreja local tem o seu concílio, chamado de conselho. As Igrejas de uma determinada região compõem um concílio maior chamado presbitério. Os presbitérios, por sua vez, compõem um sínodo. O concílio maior da Igreja Presbiteriana do Brasil é o Supremo Concílio.



Cada igreja local se divide em departamentos que organizam as atividades de cada faixa etária: UCP (União de Crianças Presbiterianas), UPA (União Presbiteriana de Adolescentes), UMP (União de Mocidade Presbiteriana), UPH (União Presbiteriana dos Homens) e SAF (Sociedade Auxiliadora Feminina).




Fonte: Wikipedia

Igreja Internacional da Graça de Deus


A Igreja Internacional da Graça de Deus é uma Igreja evangélica neopentecostal fundada pelo Missionário Romildo Ribeiro Soares (conhecido como Missionário R.R. Soares) em 1980, na Rua Lauro Neiva, no Município de Duque de Caxias, Rio de Janeiro. Romildo fundou a sua própria denominação logo após se separar de seu cunhado, o então pastor Edir Macedo (hoje bispo). Atualmente, possui um programa televisivo denominado Show da Fé, que é transmitido em horário nobre na Rede Bandeirantes e nas tardes e madrugadas da RedeTV!.


Trajetória de R. R. Soares


A Igreja Internacional da Graça de Deus atualmente possui uma rede de emissoras de televisão denominada RIT (Rede Internacional de Televisão) acessível nas principais cidades do Brasil, além de exibir um programa diário em horário nobre na Rede Bandeirantes, e também nas madrugadas da Band e na RedeTV! intitulado Show da Fé. O pregador dos programas se chama Romildo Ribeiro Soares, mais conhecido como R.R. Soares. Ele prega a Palavra de Deus (Bíblia) e segundo os adeptos, através dela muitas vidas são mudadas: curas, libertação de vícios, restauração de famílias. O programa Show da Fé mostra músicas, quadros como:"Novela da Vida Real", "O Missionário Responde", "Abrindo Coração" e ao final é realizada a oração da fé, na qual o missionário com bases bíblicas faz oração em nome de Jesus.

Cunhado do conhecido Bispo Edir Macedo da Igreja Universal do Reino de Deus, ele rompeu relações com Edir Macedo em 1978 após desentendimentos teológicos. R.R.Soares não concordava com o caminho que o Edir Macedo tomava na direção da IURD. Houve então a cisão, e em 1980, fundou a Igreja Internacional da Graça de Deus.

Na Rua Lauro Neiva, no Município de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, foi inaugurada o primeiro templo da denominação e foi se espalhando posteriormente para todo o Brasil e para outros países. A Igreja Internacional da Graça de Deus, é aceita e reconhecida como "Igreja Cristã Evangélica Legítima", pelas demais denominações e seus respectivos ministros.

Romildo foi criado na pequena cidade de Muniz Freire, no Espírito Santo. Um dia, ao visitar a cidade vizinha de Cachoeiro do Itapemirim, na praça Jerônimo Monteiro, viu pela primeira vez em sua vida um aparelho de televisão, exposto numa loja.

Segundo o seu relato ele notou que todos os que estavam ali ficaram fascinados com o que acontecia na tela e, naquele momento, fez um voto ao Senhor: “Não tem ninguém falando do Senhor nesse aparelho. Ah, Senhor, se o Senhor me der condições, um dia eu estarei aí, falando só do Senhor”.

Em abril de 1964, ainda jovem, ele chegou ao Rio de Janeiro e, em 1968, teve início o ministério de R. R. Soares.

Atualmente, a Igreja Internacional da Graça de Deus tem mais de mil templos abertos em todo o mundo. Desse número, mais de cem igrejas se encontram no Rio de Janeiro, onde tudo começou. Ela também conta com o Jornal Show da Fé, de tiragem mensal de 1,1 milhões de exemplares e com a Revista Graça Show da Fé, com tiragem mensal de 180 mil exemplares com CD de brinde. Existe também uma revista infantil de histórias em quadrinhos, a Turminha da Graça, de circulação mensal e com CD de brinde. Conta com a gravadora Graça Music, que tem lançado cantores gospel; dentre eles Kelly Lopes, Sandrinha, Jeanne Mascarenhas, Robby e Carlinhos Félix. Por intermédio da Graça Editorial tem publicado inúmeros títulos de livros evangélicos: "Como Tomar Posse da Bênção", "Quando o Pecado Secreto Dele Despedaça o Seu Coração",e o best-seller "Os profetas das Grandes Religiões"

Atualmente a Sede Internacional da Igreja Internacional da Graça de Deus encontra-se no Centro da Cidade de São Paulo, onde se realizam cultos diários.
Fonte: Wikipedia

Renascer em Cristo


A Igreja Cristã Apostólica Renascer em Cristo é uma denominação neopentecostal e pregadora da Teologia da Prosperidade, fundada em São Paulo, em 1986, por Estevam Hernandes e Sônia Hernandes. A Igreja Renascer controla uma rede de TV, uma gravadora, rede de rádio, uma editora e uma linha de confecções; no Brasil há cerca de 1200 templos e mais de dois milhões de seguidores. A Renascer é a segunda maior denominação neopentecostal brasileira.


História


Inicialmente, as reuniões eram dadas no apartamento do casal, sendo posteriormente alugado um salão, num piso superior do edifício onde se encontrava a Pizzaria Livorno, na rua Vergueiro, no bairro de Vila Mariana, em São Paulo.


Com o aumento do número de membros, foi disponibilizado um espaço, na Igreja Evangélica Árabe de São Paulo, ainda na Vila Mariana. O foco principal era em cultos para jovens. Após um rápido crescimento, é adquirido um prédio na Avenida Lins de Vasconcelos, onde seria erguida a sede internacional, com capacidade para cinco mil pessoas.


Doutrina


Classificada como neopentecostal, a igreja utiliza a designação "Apostólica" por acreditar na existência da figura do apóstolo como um cargo eclesiástico válido na atualidade. Fundou a Confederação das Igrejas Evangélicas Apostólicas do Brasil (CIEAB), entidade que congrega as igrejas que aceitam essa doutrina.


A visão da Igreja Renascer é baseada no livro de Neemias, que narra a reconstrução dos muros de Jerusalém e a reforma espiritual e administrativa estabelecida por ele, portanto a palavra-chave quando se fala da visão da igreja, é Restauração. is de dois milhões de seguidores. A Renascer é a segunda maior denominação neopentecostal brasileira.


Meios de comunicação


A igreja é conhecida pela utilização de programas e videoclipes de música gospel no Brasil; o grupo musical de louvor Renascer Praise é considerado um dos seus principais veículos de divulgação. A Renascer em Cristo detém atualmente a Rede Gospel de televisão e uma rede de rádio, com destaque para a Gospel FM, em São Paulo.

Possui uma torre de televisão de São Paulo, localizada entre a travessa da Consolação e a Avenida Paulista, onde se pode ler os dizeres: "Deus é Fiel".


Assistência social


Através da Fundação Renascer, a Igreja desenvolve alguns projetos de assistência social, tais como asilos, centro de recuperação em Santana do Parnaíba, a Casa Lar Renascer em Franco da Rocha orfanatos, expresso da solidariedade (que leva alimento e roupas às pessoas necessitadas) albergue, alfabetização, que são mantidos através de doações dos gideões (simpatizantes e membros que colaboram mensalmente com uma quantia para a manutenção e expansão dos projetos da Igreja).


Personalidades da Igreja Renascer


A igreja também ficou conhecida por ter entre seus adeptos algumas pessoas famosas, como o jogador de futebol brasileiro Kaká que doou seu troféu de Melhor Jogador do Mundo, eleito pela Fifa em 2007, para ser exposto na sede internacional da igreja (Lins de Vasconcelos). Além dele outros jogadores de futebol, como o meia William, do Palmeiras, também freqüentam a igreja. Na área musical, os cantores de pagode Salgadinho (ex-vocalista do Katinguelê) e Rodriguinho (ex-vocalista do grupo Travessos) pertencem a esta igreja. Além do ator Norton Nascimento, falecido dia 21 de dezembro de 2007.


Renascer Praise


O Renascer Praise mistura os mais variados ritmos, como samba, rap, pop, tendo a adoração como característica marcante. Composto pelos próprios levitas da igreja, o Renascer Praise já está em sua 14° edição, já foi considerado um dos maiores grupos de louvor da América Latina. Gravado ao vivo desde a sua 4° edição, foi o primeiro CD gospel gravado em teatro aberto em Israel na sua 7° edição. As edições 10, 11 e 12 foram gravadas ao vivo no estádio do Pacaembú.


Fonte: Wikipedia

Igreja do Evangelho Quadrangular

Templo nos EUA


A Igreja do Evangelho Quadrangular foi fundada durante a grande campanha na cidade de Oakland, Califórnia (Estados Unidos), por Aimee Semple McPherson, em 1º de janeiro de 1922. A mesma trouxe sua mensagem para um auditório com oito mil pessoas, fundamentada na leitura de Ezequiel 1: 1-28 (Livro do Antigo Testamento da Bíblia). Segundo a Bíblia, o ser vivente que Ezequiel viu tinha quatro rostos: de homem, de leão, de boi e de águia. A essa mensagem McPhersom chamou de Quadrangular.


História no Brasil

Fundada em São João da Boa Vista - SP, a 15 de novembro de 1951, pelo missionário da Foursquare Church Gospel, Pastor Harold Edwin Willians, auxiliado pelo Pastor Jesus Hermirio Vasquez Ramos. o primeiro natural de Los Angeles e o segundo natural do Peru.

A obra começou numa casa na cidade de Poços de Caldas, junto com uma escola de inglês, indo depois para São João da Boa Vista, onde foi construído pelos fundadores um pequeno templo.

Em 1952, vieram para a capital de São Paulo realizar campanhas evangelísticas a convite de um pastor da Igreja Presbiteriana do Cambuci e pouco tempo depois foram para uma tenda de lona no mesmo bairro. De lá foram para o bairro da Água Branca e então para o salão da Rua Brigadeiro Galvão, 713.

A tenda passou então a viajar pelo Estado de São Paulo como a tenda número um, enquanto nos salões da rua Brigadeiro Galvão as senhoras da igreja começaram a ajudar um irmão que havia trabalhado muito tempo com um circo e que as ensinou a costurar tendas.

As tendas compradas ou fabricadas na própria igreja saíram peregrinando por lugares como Casa Verde, Americana, Limeira, Vitória, Curitiba e vários outros. Numa onda contagiante, o movimento crescia e cada tenda dava origem a um novo núcleo que se constituía em uma nova igreja.

Na década de 1960, já sob a liderança do Pastor George Russell Faulkner, estabeleceu-se a meta de levar a mensagem a cada capital de Estado, sendo depois espalhada nos outros municípios. As tendas passavam e deixavam uma nova comunidade formada. Os finais das décadas de setenta e oitenta foram marcados pelo evangelismo dinâmico e pela construção de grandes e belos templos.

Em 1997, a igreja contava com 5.530 templos e obras novas (que estão funcionando em 2.026 templos, 1.778 salões e 1.726 tabernáculos de madeira), além de 4.000 congregações e pontos de pregação, que funcionam sob a responsabilidade das igrejas locais.

Ao todo eram 2.887 ministros, 1.488 aspirantes e 10.648 obreiros credenciados (deste total de 15.023 membros do ministério, 5.951 eram mulheres). Trabalhavam ainda 38.000 diáconos e diaconisas, com um total de aproximadamente 1.600.000 (um milhão e seiscentos mil) membros.

A Igreja Quadrangular Internacional está hoje em mais de cem países (desde 1944 o sol brilha ininterruptamente sobre a bandeira Quadrangular, pois ela está em todos os continentes). Só a igreja brasileira já tem nove missionários em sete desses países.

Para preparar pessoas para esse ministério, a igreja conta com os Institutos Teológicos Médios, Básicos (com mais de 4.500 alunos e 1.200 professores), cursos preparados pela Secretaria Geral de Educação e Cultura, além de vários livros e publicações evangélicas de qualidade preparadas pela Editora e Publicadora Quadrangular George Russell Faulkner, situada em São Paulo - SP.

Os símbolos da Igreja do Evangelho Quadrangular são:




Escudo: Inspirado na visão de Ezequiel (Ezequiel 1:1-28): acima, rosto de homem; à direita, rosto de leão; à esquerda, rosto de boi; abaixo, rosto de águia; ao centro, a Bíblia aberta e o número 4 sobre ela, simbolizando os quatro evangelhos.

Emblema: As figuras representam cada um dos quatro pontos da doutrina da Igreja do Evangélio Quadrangular, respectivamente: a cruz, a pomba, o cálice e a coroa.

Bandeira: Inspirada no peitoral dos sacerdotes de Israel (Êxodo 28:4-28), a bandeira tem quatro faixas: púrpura (roxo), azul claro, ouro (amarelo) e escarlate (vermelho). No canto superior esquerdo há um quadrado azul escuro e ao centro deste, um quadrado branco com uma cruz vermelha, e sobre a cruz azul o número 4 em dourado.

Doutrinas


As doutrinas da Igreja do Evangelho Quadrangular são:


1. Jesus Cristo, o Salvador
Enviado por Deus para salvar o mundo (Romanos 3:23)
O Rosto do Homem: Jesus Cristo, o Salvador
Evangelho: Lucas
Jesus é representado como "Filho do homem"
Símbolo da salvação: a cruz (Colossense 1:20)
Cor simbólica da bandeira : Escalarte (vermelha)
Versículo-chave: Lucas 19:10 - "Porque Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido"
2. Jesus Cristo, o Batizador no Espírito Santo
Dando poder e unção do Espírito Santo (Atos 1:5;8)
O rosto de Leão: Jesus Cristo, o Batizador no Espírito Santo
Evangelho: João
Jesus é representado como "Filho de Deus"
Símbolo do batismo no Espírito Santo: a pomba (Mateus 3:16)
Cor simbólica da bandeira : Ouro (amarelo)
Versículo-chave: João 1: 32-33 - "Esse é o que batiza com o Espírito Santo"
3. Jesus Cristo, o Grande Médico
Tocando os enfermos com poder curador (Mateus 8:17)
O rosto de Boi: Jesus Cristo, o Grande Médico
Evangelho: Marcos
Jesus é representado como "servo"
Símbolo da cura divina: o cálice (I Coríntios 10:16)
Cor simbólica da bandeira : azul claro
Versículo-chave: Marcos 10:45 - "Porque o filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir"
4. Jesus Cristo, o Rei que Voltará
Vindo como o Rei dos Reis (I Tessalonicenses 4:16-18)
O rosto de Águia : Jesus Cristo, o Rei que Voltará
Evangelho: Mateus
Jesus é representado como "O Rei"
Símbolo da Segunda Vinda: a coroa (Apocalipse 14:14 / 19:12)
Cor simbólica da bandeira : púrpura (roxa)
Versículo-chave: Mateus 26:24 - "Vereis o Filho do Homem assentado sobre as nuvens do céu"


Fonte: Wikipedia


Igreja Universal do Reino de Deus


A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) é uma igreja cristã protestante de tendência neopentecostal fundada no Brasil, onde sua atuação é mais conhecida. Ela é presente em vários países, tanto nos de língua portuguesa quanto nos demais. Trata-se de uma instituição polêmica, devido ao fato de sua teologia, seus atos, posições sociais e morais, bem como métodos de trabalho serem duramente criticados, tanto por leigos quanto por adeptos de outras linhas religiosas, inclusive católicos e outros grupos cristãos. A sua sede mundial, o Templo da Glória do Novo Israel, está localizada no bairro de Del Castilho, no Rio de Janeiro. Outra sede da igreja é o Templo Maior de São Paulo, localizado no bairro paulistano de Santo Amaro. Atualmente, a Igreja Universal do Reino de Deus está presente em mais de 172 países pelo mundo (até 2007, de acordo com a IURD).


História
A Igreja Universal do Reino de Deus foi fundada em 1977, quando Edir Macedo, com o apoio de Romildo Soares, decidiu criar sua própria igreja. Após a criação da igreja, Soares desligou-se da IURD e fundou a Igreja Internacional da Graça de Deus. A origem de ambas seria, a Igreja Pentecostal de Nova Vida. A separação das três teria ocorrido pela diferença do foco de seus três dirigentes, como afirma o livro O Bispo - A história Revelada de Edir Macedo.


Fundação da Igreja
A igeja foi criada a partir de reuniões ao ar livre feitas por Edir Macedo, (eram chamadas de Cruzada para o Caminho Eterno), mais tarde, as reuniões passaram a acontecer em um antigo cinema (Bruni Méier), e após, em outro cinema (Ridan). Em 9 de julho de 1977, nasceu oficialmente a igreja, a princípio sob o nome de Igreja da Bênção, (a essa época o a igreja estava sediada em um galpão na Avenida Suburbana, norte da cidade do Rio de Janeiro). Três anos depois foi aberto o primeiro templo nos EUA.


Atualmente, a Sede da IURD é a Catedral Mundial da Fé, localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro, também conhecida como Templo da Glória do Novo Israel.


Crescimento


O crescimento da IURD está ligado à expansão dos chamados "movimentos neo-pentecostais" a partir anos 70, quando também foram criadas outras igrejas, tais como Igreja Internacional da Graça de Deus, Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra e a Igreja Renascer em Cristo.


Em oito anos de existência, a IURD já dispunha de 195 templos em 14 estados brasileiros e no Distrito Federal, número que quase dobrou dois anos depois. As últimas estimativas apontam para um contingente superior a 10 milhões de fiéis, dados mais recentes apontam 15 milhões, com presença em todos os estados do Brasil.


Algumas doutrinas


Os estatutos de fé da IURD referenciam algumas doutrinas fundamentais, a saber:


A existência de um só Deus, formado pela Trindade Pai, Filho e Espírito Santo;

A volta de Jesus Cristo, (Arrebatamento);

A salvação pela fé em Cristo;

A existência da vida eterna e da morte eterna (existência do céu e do inferno);

A salvação começa aqui na terra, e segue após a morte;

A Bíblia (sem os livros apócrifos) é a escritura infalível, e foi escrita por homens inspirados por Deus;

A Igreja é a união universal de todos os cristãos fiéis, representando o corpo do qual Cristo é a cabeça;

O batismo nas águas por imersão;

O Batismo pelo Espírito Santo;

Os Dons do Espírito Santo;A Santa Ceia;

A libertação de espíritos malignos e a paz espiritual;

O dízimo e as ofertas voluntárias a Deus;

A prosperidade como uma das promessas de Deus;

A cura de todas doenças;

A felicidade sentimental.


Estas doutrinas são a priori semelhantes às de outras confissões cristãs evangélicas, em particular as de linha pentecostal. Entretanto, existem outras diferenças fundamentais. Um exemplo disto é o caráter sobrenatural dado pela IURD às celebrações do batismo por imersão e da Ceia do Senhor. O código de conduta da IURD é a Bíblia Sagrada. Suas doutrinas estão resumidas no livro Doutrinas da Igreja Universal do Reino de Deus da autoria do bispo Edir Macedo.


Publicações e veículos


A Igreja Universal é proprietária da Rede Record de rádio e TV e do canal televisivo jornalístico Record News. Na Internet, há o Portal Arca Universal. Na mídia escrita, há o Jornal Folha Universal que, segundo o próprio jornal, com tiragem de 2.300.000 exemplares por semana e a Revista Plenitude, de tiragem mensal. Há também o jornal Hoje em Dia, de Minas Gerais, que não tem cunho religioso. A Editora Gráfica Universal é responsável pela publicação de livros escritos ligados à IURD.

No Brasil, a IURD possui uma rede nacional de rádios em FM, a Rede Aleluia, com programação musical gospel e várias emissoras locais, em AM e FM, com programação apenas evangélica. Possui ainda o controle da segunda maior associação brasileira de emissoras de rádios e TVs (ABRATEL). Também possui redes de radio e TV pelo mundo. A empresa que engloba todos os meios de comunicação é a Universal Produções.


Polêmicas e Escândalos


O chute na santa


A maior polêmica envolvendo a IURD o episódio que ficou conhecido como o chute na santa. Nele, o bispo da IURD Sérgio von Helde, em 1995, durante programa televisivo ao lado de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, argumentou com veemência que era um erro do povo brasileiro depositar suas esperanças em santos, ídolos ou imagens pois, segundo a Bíblia, tais ídolos não têm poder algum. Para demonstrar sua tese, o bispo deu repetidos golpes com os pés na imagem da santa, como a indicar que aquilo seria um objeto inerte, sem presença, poder ou vontade, incapaz de ajudar ou abalar servos do verdadeiro Deus.


Houve um comoção do país de maioria católica, quando a imprensa nacional retransmitiu a cena nos telejornais, dando-lhe caráter de ultraje. A cena foi tomada como ofensiva e acendeu a ira de quase a totalidade dos católicos no Brasil, contra a IURD e, em certo grau, contra várias outras igrejas e grupos evangélicos.


A comoção inicial do incidente encontrou apoio do poder público. Queixas na polícia e na justiça contra o bispo von Helde e contra a IURD foram movidas em vários foros, tanto por pessoas comuns quanto pelos próprios delegados e promotores de justiça, sob alegação de crimes como vilipêndio contra objeto de culto. Vândalos apedrejaram templos evangélicos em várias partes do país.


Depois de apedrejamento de templos evangélicos, houve correntes evangélicas solidárias à IURD, como o pastor Silas Malafaia da Assembléia de Deus. Para os evangélicos, as notícias tinham um caráter de sensacionalismo e era apenas uma desculpa para incitar ódios contra os evangélicos, às custas da imagem pública de uma instituição que emitiu suas opiniões. Outras correntes assimilaram a idéia do desrespeito gratuito e desnecessário.


Fonte: Wikipedia


Congregação Cristã no Brasil


A Congregação Cristã no Brasil é um grupo religioso cristão de origem norte americana e está presente em território nacional desde 1910, trazida pelo italiano Louis Francescon.


Origem


No final do Século XIX, o italiano Louis Francescon recebeu, segundo seu relato, uma revelação acerca do batismo por imersão, que lhe advertia por não ter cumprido esse Sacramento deixado por Jesus Cristo. Tal doutrina o separou e a alguns mais do grupo Presbiteriano-valdense ao qual pertenciam, que não a aceitou.


Tempos depois, em 1907 na cidade de Chicago, na 943 W. North Ave (semelhantemente à Rua Azuza em Los Angeles, CA), havia uma missão que anunciava a Promessa do Espírito Santo com evidência de se falar novas línguas. Francescon visitou aquele serviço a convite e teria recebido, conforme suas palavras, uma confirmação Divina de que aquela Obra era de Deus; prontamente o grupo que o acompanhava uniu-se aquela irmandade, a maioria recebendo o Dom de se falar línguas diferentes. Estavam reunidas as doutrinas dos Batismos da água e do Espírito.


Vindo para o Brasil em 20 de abril de 1910, Francescon realizou o primeiro batismo em Santo Antonio da Platina, Paraná, batizando o italiano Felicio Mascaro e mais dez pessoas; depois dirigiu-se para a cidade de São Paulo, onde foram batizadas mais vinte pessoas.


Durante muitos anos, os fiéis se reuniram sem denominação alguma e somente após adquirir seu primeiro prédio na cidade de São Paulo, escolheu-se o nome "Congregação Cristã do Brasil". Nos anos 60 por questões internas passou a denominar-se "Congregação Cristã no Brasil". Possuiu maioria italiana até a década de 1930, e desde então, passaram a preponderar as demais etnias e, desde 1950, está presente em todo território brasileiro e em diversos países do mundo.


Sua igreja central é estabelecida em São Paulo, no bairro do Brás, onde o Ministério reúne-se anualmente em Assembléia Geral e são estabelecidas convenções aplicadas em todas as congregações.


Doutrina


No ano de 1927 na cidade de Niagara Falls, NY, houve uma Assembléia Geral da Congregação Cristã, onde foram definidos seus 12 Artigos de Fé:

Crença na Bíblia como sendo a infalível palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo (II Pedro 1:21; II Timóteo 3:16-17; Romanos 1:16);

Crença na existência de um só Deus, com três pessoas distintas (Efésios 4:6; Mateus 28:19; I João 5:7);

Crença na natureza divina e humana de Jesus Cristo, e na sua morte por culpa de todos os homens (Lucas 1: 27-35; João 1:14; I Pedro 3:18);

Crença na existência pessoal do diabo e seus anjos, que estão condenados ao fogo eterno (Mateus 25:41);

Crença no novo nascimento pela fé em Jesus Cristo, e na sua ressurreição para tornar justos os crentes, assim a salvação da alma através da fé (Romanos 3:24-25; I Corintos 1:30; II Corintos 5:17).

Prática do batismo nas águas, com uma só imersão, para perdão de pecados (Mateus 28:18-19);

Crença no batismo do Espírito Santo, com a evidência inicial de falar em novas línguas (Atos 2)].

Prática da Santa Ceia anualmente, com um só pão partido com a mão e um só cálice, para relembrar a morte de Jesus Cristo (Lucas 22:19-20; I Corintos 11:25-25).

Crença de se abster da idolatria, da fornicação, e de sangue e carne sufocada (Atos 15:28-29; 16-4; 21-25).

Prática da unção com óleo para apresentar o enfermo ao Senhor (Mateus 8:17; Tiago 5:14-15).

Crença no retorno de Jesus Cristo e no arrebatamento dos fiéis (I Tessalonissenses 4:16-17; Apocalipse 20-6);

Crença na ressurreição dos mortos em novos corpos; no Juízo Final e no tormento eterno para injustos e vida eterna para os justos (Atos 24:15; Mateus 25:46).


Práticas


O culto da Congregação Cristã no Brasil segue uma ordem pré-estabelecida, mas sem uma liturgia fixa, assim os pedidos de hinos, orações, testemunhos e a pregação da Bíblia são feitos de forma espontânea, crendo serem baseados na inspiração do Espírito Santo. Os serviços são solenes com uma atmosfera formal; desse modo evitam-se manifestações individualizantes, mas preza-se a participação coletiva. Há uma série de práticas no culto como o uso do véu pelas mulheres; o uso do ósculo entre irmãos e irmãs de per si; assento separado, no salão de culto, entre homens e mulheres.


Organização


Segundo os seus Estatutos, a Congregação Cristã no Brasil não possui registro de membros, considerando que estes devem responder somente a Deus; não prega o dízimo e mantem-se pelo espírito voluntário dos seus membros, que contribuem com coletas anônimas e voluntárias e exercem seus ministérios sem a expectativa de receber dinheiro ou bens materiais.


As mudanças de caráter doutrinário na Congregação Cristã no Brasil são discutidas em assembléia anual e pelo Conselho de Anciãos, que é formado pelos anciãos mais antigos no ministério e não necessariamente de idade. Nestas assembléias são considerados "Tópicos de Ensinamentos", os quais, tomados em reuniões e por oração, tratam de assuntos relacionados à doutrina, costumes e comportamento na atualidade.


Política
A Congregação Cristã no Brasil crê na separação total entre Estado e religião, sendo uma organização religiosa totalmente apolítica, sem ligação nem manifestação de apoio ou repúdio a causas ou partidos políticos, candidatos a cargos públicos e nem mesmo ongs ou qualquer outra instituição governamental ou não. Se algum membro de seu corpo ministerial aceitar cargos políticos, deverá renunciar ao seu cargo congregacional.


Mídia
A Congregação Cristã no Brasil não possui propaganda em meios de comunicação como rádio, televisão, internet, imprensa escrita, ou qualquer outro tipo de propagação da sua doutrina que não seja o frequentar quaisquer de suas igrejas pelos interessados em conhecê-la.


Existem, contudo na internet, demasiadas informações sobre a Organização, sempre em caráter extra-oficial não reconhecidas por ela.


Existe somente um esclarecimento em seu site oficial http://www.congregacaocrista.org.br/


Fonte: Wikipedia